Arquitetura Brasileira
May 19, 2021

Arquitetura Brasileira: uma fusão de estilos e saberes

É difícil definir a arquitetura brasileira em poucas palavras. O imaginário coletivo nos leva a evocar imagens da arquitetura colonial ou da arquitetura moderna brasileira. Porém a arquitetura nacional é muito mais rica e complexa. Ela nasce de uma fusão de culturas e saberes arquitetônicos, onde existe uma troca de conhecimentos e adaptações às condições locais ao longo do tempo. 

Para entender o que é a arquitetura brasileira de forma mais completa, é necessário conhecer a sua história, quais são os estilos que passaram pelo Brasil e como eles se adaptaram ao contexto nacional. Conheça as raízes da nossa arquitetura, suas características e como elas moldaram o cenário contemporâneo  através dos tópicos:

Aproveite a leitura!

O que é arquitetura brasileira

A arquitetura brasileira não pode ser facilmente definida, isso porque ela é muito diversa em vários aspectos. A primeira arquitetura do Brasil é a dos índios, e ela já possui bastante variedade, pois cada tribo possui a sua própria técnica de construção. Além disso, o território brasileiro é muito vasto e as diversas tipologias se modificam de acordo com as regiões em que estão inseridas, adequando-se às condições ambientais e recursos disponíveis. 

Com a colonização, observa-se a introdução do modo de construir europeu, porém essas técnicas são adaptadas para as condições e recursos do Brasil e recebem a influência da mão de obra indígena e africana. É importante lembrar que, assim como os índios, os africanos também possuem diferentes tribos e, portanto, diferentes técnicas e culturas, ampliando ainda mais o repertório de adaptações.

A própria influência do branco europeu partia de vários locais diferentes da Europa. Apesar dos portugueses serem os responsáveis pela colonização como um todo, é possível observar a influência de franceses e holandeses no Rio de Janeiro e Nordeste, alemães no Sul e Espírito Santo, e italianos no Centro-Sul. Posteriormente ainda se observa a influência de japoneses e árabes. 

Logo, os três principais grupos que formam a arquitetura brasileira - os índios, os africanos e os europeus - não são homogêneos. Eles são compostos por vários povos e a cultura brasileira nasce dessa ampla miscigenação, a qual transformou o modo de viver como um todo, influenciando fatores como a arte, a culinária, a vestimenta, a música, a língua e a própria arquitetura.

Essa fusão de culturas também foi influenciada pelas diversas tendências arquitetônicas, como o barroco e o modernismo, ampliando a diversidade de adaptações e soluções do cenário construtivo brasileiro. A definição da arquitetura brasileira está diretamente relacionada a sua história e às influências que ela sofreu até chegar ao contemporâneo atual. Portanto, é necessário conhecer esses estilos e adaptações para compreender as características que moldam o vasto repertório nacional.

“As constantes intervenções e participações estrangeiras deram ao Brasil um crescimento próprio. A partir de conceitos trazidos e desenvolvidos, a arquitetura brasileira ganhou diversas características ao longo da história. Desde manifestações internas até referências a padrões internacionais, a cultura de arquitetura no Brasil reúne, afinal, um emaranhado de referências e um desenrolar próprio.” 

A história da arquitetura brasileira

A história da arquitetura brasileira começa com a arquitetura indígena, antes da colonização. Devido à variedade de tribos e ao amplo território brasileiro, a arquitetura indígena brasileira não é homogênea, porém ela segue algumas regras. Dentre elas, destacam-se a forte influência cultural nas construções, adaptação ao clima e uso de recursos naturais, configurando uma arquitetura vernacular. Esse tipo de arquitetura causa menos impactos ambientais e pode fornecer altos índices de conforto, sendo uma fonte de inspiração para a arquitetura sustentável contemporânea.

Com a chegada dos portugueses em 1530, observa-se a primeira transformação da arquitetura e urbanismo do Brasil, através das capitanias hereditárias que começaram a organizar vilas no estilo colonial. É interessante notar que, devido às condições distintas do contexto europeu, as construções foram adaptadas, configurando uma arquitetura colonial “à brasileira”. Essas adaptações envolvem culturas da mão de obra tanto indígena quanto africana e eram mais notáveis nos primeiros anos do Brasil colônia, onde se destacam as técnicas de construção em taipa de pilão e pau-a-pique. Aos poucos outras técnicas estrangeiras começaram a prevalecer, como tijolos e alvenarias de pedra.

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Fonte: trekearth

A arquitetura residencial das vilas difere bastante da arquitetura religiosa, a qual foi fomentada pela chegada dos jesuítas em meados do século XVI. As igrejas coloniais cumpriam papel muito importante dentro dos centros urbanos, eram mais rebuscadas e já tinham traços do barroco. A transição do barroco para o estilo seguinte, o neoclássico, ainda é discutida por especialistas. Isso porque é possível observar construções coloniais já com traços de ambos os estilos.

A arquitetura barroca pode ser pontuada, de fato no Brasil, no século XVIII, quase um século depois do seu surgimento na Europa, e chegou ao cenário nacional com certa influência do estilo rococó, o que ressalta a fusão de estilos da arquitetura brasileira. O barroco teve seu auge em Minas Gerais, em regiões que produziam ouro. Com as cidades prosperando, as famílias ricas fomentaram a arquitetura, marcando esse período como o “século do ouro”. 

A arquitetura neoclássica é marcada no Brasil no século XIX, com a chegada da família real ao Brasil junto com a “missão francesa”, um grupo de artistas renomados que influenciou não somente a arquitetura, mas todo o cenário artístico brasileiro. Assim como na Europa, o neoclássico chegou ao Brasil como uma resposta aos exageros do barroco, concebendo um estilo mais “limpo”, inspirado no iluminismo e nas razões da arquitetura clássica. Em 1826 foi fundada a Academia Imperial de Belas Artes no Brasil, consolidando o neoclássico como o padrão de obras no país.

O estilo foi, primeiramente, empregado em edificações da Corte e de classes sociais privilegiadas, pois a matéria prima era importada da Europa. Nas áreas provincianas se observou uma imitação do neoclássico com os materiais disponíveis, ressaltando a adequação de estilos que é intrínseca à arquitetura brasileira. Apesar do esforço do neoclássico em sofisticar a arquitetura, o estilo brasileiro não estava à altura do que era produzido na Europa, a qual contava com a matéria-prima adequada e mão de obra especializada.

Em meados do século XIX a arquitetura eclética começou a ser introduzida no país, através da Academia de Belas Artes, tendo seu auge no início do século XX .O ecletismo buscou fazer uma releitura de todos os estilos anteriores, inclusive estilos que não tinham  passado pelo Brasil, como a arquitetura gótica da Idade Média, que chegou ao cenário nacional combinada com outros estilos, já com o nome de neogótico. 

A arquitetura eclética abriu espaço para experimentações e liberdade criativa, as quais são potencializadas pela revolução industrial, que possibilitou o uso de materiais como aço e vidro nas releituras. O ecletismo influenciou desde construções da elite até as camadas menos favorecidas, que começaram a executar o estilo de forma simplificada, assim como foi com o neoclássico. 

Os avanços contínuos da revolução industrial dão origem ao concreto armado na Alemanha, o qual vai influenciar as técnicas construtivas de todo o cenário mundial. Esse novo material e suas soluções são uma forte inspiração para o modernismo. A arquitetura moderna brasileira teve seu auge entre as décadas de 1930 e 1950 e era dividida em duas vertentes, a carioca e a paulista, com algumas variações entre as escolas.

Apesar das variações, ambas seguiam os princípios de forma combinada à função, formas simples e geométricas e pouca ornamentação. A arquitetura moderna brasileira teve um papel importante no cenário político, pois era traduzida como avanço tecnológico e cultural do país. O apoio do estado foi muito importante nessa época, possibilitando a construção da nova capital, Brasília, concebida por Lúcio Costa através dos princípios de Arquitetura e Urbanismo do movimento moderno

Até hoje Brasília, a capital projetada, é objeto de estudo de urbanistas do mundo inteiro. Em conjunto com o Plano Piloto foram realizadas diversas obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer, as quais traduzem com maestria o novo estilo e se encaixam perfeitamente nas perspectivas de Lúcio Costa. Os novos arquitetos que chegam posteriormente à capital também seguem a linguagem moderna, dando sequência à identidade modernista de Brasília.

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Eixo monumental de Brasília | Fonte: archdaily

Na década de 1980 a arquitetura contemporânea é introduzida no Brasil e esse estilo perdura até os dias atuais. O contemporâneo configura uma arquitetura mais pessoal, onde o arquiteto é livre para fazer suas releituras de estilos antigos e expressar suas ideias. O estilo contemporâneo possui técnicas e tendências distintas. Apesar disso, existem alguns padrões, dentre eles a preocupação com a arquitetura sustentável, conforto ambiental, funcionalidade dos ambientes e preocupação com o usuário.

Os estilos da arquitetura brasileira

Agora que você já conhece a linha do tempo das tendências arquitetônicas na arquitetura brasileira, bem como suas adaptações ao cenário nacional, vamos conhecer as características desses estilos e como eles foram traduzidos no Brasil, considerando técnicas, materiais aplicados e exemplos de cada época. 

Arquitetura Indígena

As aldeias indígenas comportam de 04 a 10 ocas, dispostas ortogonalmente para formar um pátio central, onde acontecem as principais atividades cotidianas. Como dito anteriormente, as construções apresentam técnicas distintas, de acordo com a tribo, mas no geral a estrutura é executada em madeira, com entalhes para o encaixe, e amarrada com cipós e cobertura vegetal. Também existe preocupação com o piso, o barro é assentado para proteção dos pés durante danças e rituais.

Algumas construções abrigam mais de um núcleo familiar, divididos internamente pelo telhado em áreas de 6m x 6m. Essas áreas internas são chamadas de “ocas” e a construção completa, que pode chegar a 200 metros de comprimento, é chamada de “maloca”, que significa “casa grande”. Esse modelo era utilizado pelas tribos Jês e Xavantes e a cobertura é executada em palha.

Já a tribo Yanomami possuía construções que abrigavam apenas um núcleo familiar, chamadas “shabonos”. Os shabonos possuem cobertura vegetal em folhas de palmeiras, sustentada por galhos e varas. O shabono era dimensionado de acordo com o núcleo familiar que iria habitá-lo e seu vão central podia alcançar 15 metros livres.

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Casa Kamayurá Tradicional | Fonte: Archdaily

Arquitetura Colonial

A arquitetura brasileira residencial das primeiras vilas é regida pelos padrões descritos nas Cartas Régias, as quais regulavam a área, gabarito e ritmo de esquadrias. As residências mais afastadas do centro tinham maior liberdade na configuração das fachadas. As principais características são as colunas, que apoiavam o telhado para formar varandas, as janelas de madeira, as telhas de barro com poucas águas e a simetria.

As construções eram dispostas sem recuos laterais e no limite das ruas. Nos centros urbanos prevalecem duas tipologias: as casas térreas em piso batido e os sobrados com piso em assoalho. Devido à influência do barroco, as igrejas coloniais eram cuidadosamente ornamentadas. É possível observar pseudo-pilastras, perfis de estuque e sacadas inteiriças ornamentadas com ferro forjado.

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Casas de Paraty | Fonte: Gransante

Arquitetura Barroca

A arquitetura barroca está fortemente ligada ao caráter religioso. Os materiais são contrastantes: observa-se o uso de matérias simples, como madeira e pedra sabão, em conjunto com o ouro. Devido à influência do rococó, o estilo apresenta exagero nos ornamentos, riqueza de detalhes, formas curvilíneas e relevos. As paredes eram executadas em taipa, pedra e cal ou adobe. Os telhados possuem muitas águas. As esquadrias são de madeira e as portas de entrada são grandes e bem marcadas.

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Igreja São Francisco de Assis | Fontes: Commons e Barroco contemporâneo

Arquitetura Neoclássica

Esse estilo é uma resposta ao barroco e, como o próprio nome sugere, é uma releitura da arquitetura clássica grega e romana. Observa-se formas geométricas simétricas, simplicidade formal e espacial, frontões triangulares e colunas. Os materiais são refinados, como pedra, granito e mármore. Existe a valorização da arquitetura de interiores, com aplicação de revestimentos e pinturas. A construção envolve técnicas avançadas, porém foi adaptada pelas classes mais baixas no contexto da arquitetura brasileira.

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Theatro da Paz | Fontes: Rodrigo Brasil Freitas e Theatro da Paz

Arquitetura Eclética

Como o próprio nome sugere, a arquitetura eclética tem como característica a fusão de dois ou mais estilos, dentre eles a arquitetura colonial, neoclássica e neogótica. Devido à revolução industrial, observa-se a utilização de materiais como vidro, vidro laminado, aço e ferro forjado. O projeto era concebido com proporção, os espaços são simétricos e a classificação dos ambientes internos é rígida. O ecletismo preza pela grandiosidade, o drama e a sofisticação das edificações. Os espaços internos demonstram cuidado especial com a arquitetura de interiores, através do luxo e riqueza decorativa.

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Theatro Municipal do Rio de Janeiro | Fontes: jornal perspectiva e diário do Rio

Arquitetura Moderna

A arquitetura moderna brasileira seguiu duas vertentes principais, porém como as duas escolas partem do mesmo estilo, é possível ver elementos em comum entre elas. A escola carioca possui forte influência de Le Corbusier, logo as principais características são alinhadas com seus cinco princípios: fachada livre, planta livre, térreo em pilotis, janela em fita e terraço jardim. A escola carioca pode ser caracterizada pela leveza e liberdade da forma. É comum que os edifícios tenham acabamento em branco, painéis em azulejo, curvas e jogo de luzes. 

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Palácio Gustavo Capanema | Fonte: archtrends

A escola paulista surge com Vila Nova Artigas, o qual faz uma releitura do modernismo carioca. Também conhecido como brutalismo, o estilo paulista nasce como uma militância política. Suas características são: vedações em concreto aparente, tijolos expostos, exposição de vigas e brises de concreto. O paisagismo é interno ao edifício, o qual tem a aparência externa bem crua e por vezes fechada. Também usa a luz de maneira inteligente, com pequenas aberturas.

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SESC Pompeia | Fonte: archdaily

Arquitetura Contemporânea

A grande marca da arquitetura contemporânea está na preocupação com a sustentabilidade. Para conceber uma arquitetura sustentável, o contemporâneo se preocupa com os materiais e seu desempenho, alta tecnologia para otimização do projeto, execução e funcionamento da edificação, estratégias passivas, eficiência energética e mínimo impacto ambiental, considerando todo o processo construtivo, desde a extração da matéria prima até a destinação final dos resíduos de demolição.

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Museu do amanhã | Fonte: cnm.org.br

Outra marca desse estilo é sua personalidade. A arquitetura de interiores é pensada para as pessoas que irão habitar os ambientes, preocupações com a ergonomia e neuroarquitetura dos espaços também são protagonistas do contemporâneo. Apesar do vasto repertório contemporâneo mundial e nacional, a arquitetura brasileira atual apresenta algumas características em comum, que serão vistas em detalhes no tópico seguinte.

Características da arquitetura brasileira

As características da arquitetura brasileira podem ser classificadas em dois grupos: as características gerais, relacionadas a sua história, e as características atuais, relacionadas ao estilo contemporâneo no Brasil. Primeiramente vamos avaliar os aspectos relativos ao primeiro grupo, que refletem todas as influências históricas no cenário atual do país: 

  • Influência multicultural: a arquitetura brasileira nasce da fusão de culturas de povos indígenas, africanos e europeus, os quais não configuram grupos homogêneos, resultando em um grande caldeirão de influências. 
  • Influência religiosa: a colonização levou a missão de catequização dos indígenas. Dessa forma, a primeira edificação de cada local era uma igreja, a qual tinha uma ampla praça para o convívio social. Os nativos se organizavam em volta da construção em tendas. Essas igrejas são conhecidas como matrizes e são o ponto central de vários núcleos urbanos que se mantém até hoje. 
  • Influência regional: devido a amplitude do território brasileiro, as arquiteturas são diretamente influenciadas pelo meio que estão inseridas, tanto em relação às variáveis climáticas e recursos disponíveis, quanto em relação aos diferentes povos colonizadores.
  • Influência das tendências arquitetônicas: são vários os estilos arquitetônicos que influenciaram na arquitetura brasileira. Enquanto o barroco e traços do rococó são observados nas igrejas, o neoclássico foi mais popular em edifícios urbanos. Posteriormente o eclético e o modernismo também tomariam espaço, inclusive em residências, até a consolidação do contemporâneo.
  • Convivência de arquiteturas antigas e contemporâneas: os centros urbanos brasileiros mais antigos trazem a coexistência de edifícios do passado com novas arquiteturas. As construções antigas passam por retrofit - melhoria de instalações para tornar o edifício mais confortável e seguro - e permanecem ativas ao lado dos prédios modernos, podendo manter o seu uso original, como é o caso de muitas igrejas, ou podem passar pela conversão funcional, transformando antigas casas em galerias e restaurantes, por exemplo. 
  • Urbanização e áreas verdes: apesar do processo de urbanização intenso, resultando em 84% da população brasileira residente em núcleos urbanos, as cidades do Brasil ainda apresentam boas porcentagens de área verde. Mesmo a grande São Paulo, com 19 milhões de habitantes, apresenta 16m² de área verde por habitante, valor superior ao mínimo de 12m² por habitante recomendado pela ONU e OMS.

O contemporâneo, como visto anteriormente, é um estilo muito livre em sua concepção, trazendo como princípios a sustentabilidade e personalidade das obras. Isso resulta em um repertório bastante plural de arquiteturas desse gênero ao redor do mundo. Apesar da diversidade, a arquitetura brasileira contemporânea, modelo de projetação vigente no país atualmente, possui alguns traços mais característicos, são eles: 

  • Minimalismo: característica herdada do seu estilo antecessor, o modernismo, as obras contemporâneas brasileiras tendem a seguir linhas simples, sejam racionais ou curvilíneas, e pouca ornamentação. Apesar de não ser uma regra, essa característica é observada tanto na arquitetura de interiores quanto nas fachadas.
  • Sustentabilidade: a arquitetura sustentável no Brasil possui uma abordagem diferente da Europa. Enquanto no exterior esse conceito está mais atrelado a alta tecnologia, no Brasil ele está conectado ao resgate da arquitetura vernacular. Ambas as abordagens se complementam e trabalham estratégias passivas de conforto, porém a estética da arquitetura brasileira tende a apresentar materiais naturais, materiais reciclados e amplo uso de vegetação.
  • Materiais naturais: a arquitetura brasileira contemporânea geralmente traz elementos em materiais como madeira, pedra, barro e bambu.  
  • Materiais reciclados: o uso de materiais reciclados não é apenas uma vertente da arquitetura sustentável, nesse caso ele se tornou parte da estética das obras contemporâneas, onde se utiliza pallets industriais e madeiras de demolição como elementos de decoração, trazendo uma ambientação característica e financeiramente mais acessível.
  • Áreas verdes: a integração com áreas verdes é um traço bem marcante da arquitetura brasileira atual. Os projetos de destaque tendem a trazer telhados verdes e hortas próprias. Mesmo quando essas soluções não são possíveis, procura-se manter a vegetação natural e trabalhar o paisagismo com plantas nativas.  
  • Luz natural: essencial para a qualidade de vida e também para a eficiência energética de uma arquitetura sustentável, o repertório brasileiro herdou a paixão pelo jogo de luzes do modernismo, seja em amplas aberturas ou em rasgos e elementos estratégicos, como clarabóias e brises.  

Exemplos de arquitetura brasileira

Devido a pluralidade e personalidade das soluções da arquitetura contemporânea, seria muito complicado ilustrar todas as influências e variáveis da arquitetura brasileira atual através de alguns projetos. Ao invés disso, selecionamos escritórios contemporâneos de destaque, para que você conheça um pouco sobre o repertório nacional, identifique qual estilo combina mais com o seu escritório de arquitetura e se inspire para a concepção de projetos! 

Atelier Marko Brajovic

O Atelier Brajovic, com sede em São Paulo, foi fundado em 2006. Em seus projetos são aplicados três princípios: estudo comportamental (como as pessoas agem), fenomenologia (como a física age) e biomimética (como a natureza age).  

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Fonte: Marko Brajovic

Studio MK27

O Estúdio fundado em 1980 por Kogan hoje conta com 20 arquitetos e colaboradores de vários países. Suas principais características são a simplicidade, a simetria, refinamento, praticidade e beleza, com atenção especial para detalhes e acabamentos.

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Fonte: galeria da arquitetura

Studio Arthur Casas

A equipe de arquitetos, urbanistas e designers se divide entre as cidades de São Paulo e Nova York, tendo repertório em várias cidades do mundo, como Tóquio e Paris. O estúdio brasileiro coloca o indivíduo no centro da arquitetura, priorizando a experiência humana.

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Fonte: galeria da arquitetura

Brasil Arquitetura

Fundado em 1979, esse escritório traz a fusão de estilos anteriores e traduz muito bem as raízes da arquitetura brasileira.  Suas características são assimetria, formas geométricas, materiais com texturas naturais, cores claras e vidro, que imprimem leveza nas obras.

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Fonte: galeria da arquitetura

Bloco Arquitetos

Esse estúdio brasiliense traz como princípios as condicionantes locais como topografia e orientação solar. As obras trazem características do modernismo, utilizando materiais como o concreto aparente e branco, em conjunto com materiais naturais. 

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Fonte: bloco.arq.br

FGMF Arquitetos

O escritório com sede em São Paulo foi fundado em 1999 com o objetivo de criar uma arquitetura contemporânea livre de restrições. Nas obras é possível observar diferentes materiais e técnicas construtivas.

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Fonte: FGMF

A arquitetura brasileira está marcada em todos os estilos arquitetônicos, técnicas e culturas que passaram pelo Brasil ao longo da história, mas principalmente nas adaptações dessas arquiteturas para o nosso contexto, com os nossos materiais, técnicas e culturas. A arquitetura contemporânea abre espaço para a valorização das nossas vastas raízes, através da reinterpretação de arquiteturas e conhecimento histórico, possibilitando a concepção de projetos inteligentes e com forte identidade nacional.


Até a próxima,

Equipe Vobi.


Referências:

www.vivadecora.com.br

www.archtrends.com

www.archdaily.com.br

www.laart.art.br

www.arqbrasil10.wordpress.com

www.fag.edu.br

www.arquitetoleandroamaral.com

www.casavogue.globo.com

www.docomomo.org.br

www.trkimoveis.com.br

www.veneza.com.br

www.segenco.com.br

www.blog.galeriadaarquitetura.com.br

www.caubr.gov.br

www.arthurcasas.com

www.bloco.arq.br

www.markobrajovi

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