como precificar os seus serviços
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May 19, 2021

Como precificar os seus serviços?

É gratificante poder trabalhar com o que se ama e ainda por cima “ganhar bem” por isso. Por este motivo, é tão importante saber precificar corretamente os seus serviços para que se adequem ao bolso do cliente, ao mesmo tempo que gerem lucro para o seu negócio.

A precificação é um bicho de sete cabeças para muita gente e uma questão que gera insegurança entre os profissionais da área. Encontrar um processo que faça sentido para você é essencial para garantir o seu sucesso à longo prazo.

O fato é que não existe uma receita exata para isso. Cada projeto é único e possui suas necessidades e particularidades, além da influência de fatores externos, como por exemplo, sua localização (falaremos sobre isso mais adiante). Porém, é possível seguir algumas diretrizes para estabelecer um preço justo e que ainda garanta uma margem de lucro.

Mas enfim, como calcular esse preço? Seja você arquiteto(a) ou designer de interiores, esperamos que este conteúdo seja útil para auxiliá-lo nessa tomada de decisão. Neste artigo você encontrará:

Aproveite a leitura!

1. Como definir o que cobrar?

Todo empreendedor ou profissional autônomo se depara com esse tipo de questionamento, seja no início da carreira ou no decorrer dela ao se deparar com as mudanças em seus custos. Apesar de não haver uma resposta pronta para essa pergunta, fazer alguns cálculos irão ajudá-lo a estimar o quanto será necessário receber em cada projeto a fim de manter uma renda satisfatória ao seu negócio.

[Leia também: A importância da gestão de orçamento]

como precificar os seus serviços

1.1. Avaliando suas despesas

O primeiro passo é definir o quanto você pretende ganhar em um ano. Trace um objetivo, mas seja realista. Preveja uma parte destinada ao lucro da sua empresa e outra para o seu ganho pessoal. Depois disso, faça um levantamento dos custos para o funcionamento do seu negócio.

Alguns custos são básicos, e devem ser considerados na hora de cobrar pelo seu projeto de arquitetura. Vale lembrar que um custo é tudo aquilo que você gasta no seu escritório para que seja possível realizar o serviço contratado. Eles podem ser custos diretos ou indiretos.

Os custos diretos são aqueles que devem ser pagos pelo cliente. Eles são os valores relacionados diretamente com o projeto, como por exemplo, licenças de softwares, horas trabalhadas dos funcionários envolvidos (seja um estagiário, funcionário fixo ou terceirizado), preço de materiais utilizados, consultorias, transporte e etc.

Já os custos indiretos referem-se às despesas que não estão diretamente relacionadas com a produção do projeto em si, mas sim com as instalações e o funcionamento do seu escritório e que serão utilizadas para realização das diferentes etapas do projeto. Sendo eles: aluguel, contador, secretária, contas de luz, condomínio, água, internet, telefone, etc.

Um lembrete: impostos também são despesas e nunca devem ser deixados de fora dessa conta.

Preveja uma certa margem nos valores reservada para os custos extras. Na vida e no trabalho, imprevistos podem acontecer e temos que estar preparados para isso. Afinal, nunca se sabe quanto um computador pode dar problema e precisar de uma manutenção. Assim como cada projeto requer uma especificidade diferente, pode ser que você se depare com a necessidade de contratar um estudo de viabilidade técnica. Considere como uma taxa de contingência.

Uma vez tendo tudo isso listado, é a hora de analisar quantos clientes/projetos você estima fechar negócio em um ano e qual a receita obtida prevista. Seja conservador.

1.2 Conhecendo sua produtividade

É muito importante que o arquiteto conheça sua produtividade quando for formar o preço do seu negócio. No início da carreira, muitos desses cálculos se baseiam em estimativas. Você ainda não sabe, realmente, quantas horas vai precisar trabalhar até ver um projeto concluído. Por isso, é preciso avaliar sua experiência passo a passo.

Durante o andamento de cada projeto e ao seu final, registre tudo o que fez por aquele cliente. Use essas informações para avaliar se a sua hipótese de tempo e custos é maior ou menor do que a realidade e, se necessário, ajuste seu preço nos próximos projetos.

[Ler mais em Home Office: melhores práticas para uma gestão eficiente]

1.3. Considerando o mercado

É essencial realizar essa análise do mercado dentro da região em que o seu escritório atua. Tenha em mãos dados seguros de quanto foi cobrado por projetos semelhantes à localização em que está a obra a ser precificada. Uma boa fonte de informação é entrar em contato com seus colegas e concorrentes do setor ou até mesmo consumidores que adquiriram esse tipo de serviço.

Caso não esteja fácil encontrar boas referências de preço na mesma região, é possível considerar valores referentes a obras em áreas da cidade com características socioeconômicas semelhantes. Saber quanto a concorrência cobra é essencial não só para estabelecer parâmetros do seu negócio com também para entender se, após calcular as despesas e a sua produtividade, ainda vale a pena aceitar o serviço. 

1.4. Mensurando a complexidade do projeto

Como já destacado algumas vezes, nenhum projeto é igual ao outro, sendo assim o seu preço também deve ser flexível. Você pode, e deve, cobrar a mais de acordo com a complexidade do projeto. Um projeto apenas de decoração possui uma complexidade menor do que uma reforma completa com demolição e construção e isso deve ser levado em conta.

2. Estabelecendo um modelo de cobrança

  Após aprender como calcular os custos e também a receita para obter a margem de lucro desejada, é hora de definir um modelo de cobrança para a execução do seu serviço. A precificação na área de arquitetura e interiores varia muito de região para região, tornando difícil a sua padronização. No entanto, existem alguns modelos mais utilizados no mercado:

2.1. Percentual

Trata-se da metodologia mais utilizada internacionalmente. Grandes escritórios brasileiros também cobram por percentual, porém contam com a ajuda de grandes equipes para auxiliar nesse processo. 

Nesse caso, o profissional determina um valor sobre o custo total estimado da obra, levando em consideração o grau de dificuldade do projeto em questão. Por isso ele também é variável, porém um pouco mais previsível.

Para se ter uma ideia, o percentual de cobrança para projetos de pequeno e médio porte, varia, em média, entre 7 e 12%. Já nos projetos de grande porte os índices ficam entre 2,5 e 4% - o valor tende a diminuir por uma questão sustentável. 

2.2. Hora trabalhada

Outra forma de cobrar pelo seu projeto de arquitetura é pelo número de horas gastas pelo profissional na elaboração de um projeto, definindo um número de horas trabalhadas e o custo médio de cada hora. No entanto, é preciso ter experiência para precificar nessa modalidade, pois será necessário um histórico de execuções para realizar esse tipo de cálculo com precisão.

2.3. Metro quadrado

Essa é a forma de cobrança mais conhecida no mercado e a queridinha dos arquitetos e designers no início de carreira. Ela é mais comum em projetos de pequeno porte como residências e prédios comerciais pequenos, por ser mais simples de calcular. Nesse caso, o valor do projeto é calculado com base na área total construída, e leva em consideração aspectos como o tipo e porte da obra. Apesar de ser o método mais fácil de precificação, fique atento! Uma reforma de um banheiro, por exemplo, possui uma metragem quadrada pequena porém uma complexidade mais alta. O custo do metro quadrado pode variar muito dependendo da região em que o arquiteto atua e do que é praticado pela concorrência.

2.4. Tabela de honorários (CAU e ABD)

Os principais órgãos da arquitetura como o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) e o ASBEA (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura), assim como também a ABD (Associação Brasileira de Designers de Interiores), disponibilizam tabelas de referência para o cálculo dos honorários profissionais. Essas tabelas calculam valores a partir de parâmetros relativos aos aspectos e especificidades do trabalho da categoria.

Por fim, a precificação do seu serviço requer muita atenção e cuidados para que o seu negócio não caia no prejuízo. É necessário calma e paciência para transformar os obstáculos em aprendizados.

Por isso, a Vobi está sempre em busca de facilitar o processo de trabalho do arquiteto e designer de interiores, ajudando o seu negócio crescer através de ferramentas online, onde é possível concentrar todas as informações do projeto em um único local. Ainda não possui uma ferramenta para te ajudar a fazer a gestão de projetos e orçamentos do seu escritório? Clique aqui e solicite um convite. 

Até a próxima,

Equipe Vobi

Referências:

www.houzz.com/pro-learn 

www.vivadecora.com.br

www.blog.totalcad.com.br

www.arquitetoleandroamaral.com 

www.archademy.com.br

www.blog.vejaobra.com.br

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