Negócio

Feicon Rio estreia no Riocentro com mais de 200 marcas em um mercado de R$ 25 bilhões por ano

11/10/2026

A primeira edição da Feicon Rio reuniu, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, mais de 200 marcas e mirou 10 mil profissionais da cadeia da construção, em um estado onde o setor movimenta cerca de R$ 25 bilhões por ano, segundo a Firjan. A feira aconteceu junto com a Febrava Rio, dedicada a refrigeração, ar-condicionado, ventilação e aquecimento, e levou ao Rio um formato consagrado em São Paulo.

Os números que justificam a aposta vêm da Firjan. A construção responde por cerca de 2,4% da economia fluminense e por aproximadamente 220 mil empregos formais, o equivalente a cerca de 30% dos empregos industriais do estado. São cerca de 9 mil estabelecimentos e R$ 41 bilhões em projetos e investimentos de infraestrutura mapeados no curto prazo. O CREA-RJ soma outro dado: mais de R$ 100 bilhões em obras registradas por meio de ARTs no estado.

A feira tem apoio de mais de 20 entidades, entre elas CREA-RJ, ABRAMAT, ANAMACO, ADEMI-RJ, ABNT, Abcic e Anicer, além de Sinduscon-SF e Firjan. O credenciamento foi gratuito, voltado a engenheiros, especificadores, compradores e imprensa especializada, e a programação deu destaque a normatização, com debates conduzidos por ABNT e CREA-RJ, e a soluções para demandas regionais. Os organizadores não divulgaram, até a publicação, estimativa de público final nem volume de negócios.

A organização apresentou quatro eixos para a estreia: acesso técnico gratuito, intercâmbio com a Febrava Rio, foco em normatização e soluções voltadas às demandas regionais. Entre os porta-vozes estiveram Elissandra Cândido, presidente do Sinduscon-SF e diretora da Firjan, Cassio Tucunduva, presidente da ANAMACO, e Mauro Franco, presidente executivo da ABRAMAT. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, aproveitou para pedir mais espaço para a engenharia, a agronomia e a construção nos debates sobre o desenvolvimento do estado, e lembrou que o conselho patrocinou mais de 50 eventos nos últimos dois anos. A Firjan, por sua vez, aponta a construção como o segmento de maior concentração de vocações produtivas do estado.

No palco de abertura, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, apostou na continuidade do evento:

Um grande sucesso que se repetirá nas próximas edições.

O diretor da feira, Ivan Romão, lembrou que no Rio a relação entre indústria e construtoras passa de forma relevante pelos distribuidores, o que ajuda a explicar o foco em conectar compradores e expositores locais. Entre os expositores estrangeiros, Liuxiang Zhang, diretor da Weishida, fabricante chinesa de cerâmica e louça de Chaozhou, disse que o produto da empresa se adequa ao gosto do brasileiro e que o Brasil é um grande mercado, sinal de que a concorrência de importados também ocupou os corredores.

O evento também serve de termômetro para o consumo de acabamentos e instalações, já que a presença simultânea de HVAC-R e materiais de construção aproxima quem especifica o projeto de quem compra o produto, algo valioso numa obra em que a decisão de climatização costuma ser tomada tarde.

Por que isso importa?

Para quem constrói e incorpora no Rio, a feira reduz o custo de pesquisar fornecedores, comparar produtos e acompanhar mudanças de norma em um só lugar, num mercado em que o canal de distribuição pesa muito no preço final. Para o setor, o recado é de que o estado deixou de ser apenas destino de eventos nacionais e passou a ter sua própria vitrine. A edição de estreia tende a ser julgada pelos números de público e de negócios, que ainda não saíram. Vale acompanhar o balanço dos organizadores e cobrar dos fornecedores as condições que foram prometidas na feira.

Fontes: Brasil em Folhas (outubro de 2026); Brasil Inovador (Feicon Rio estreia no Riocentro); Firjan e CREA-RJ, conforme citados.

As notícias que movem o setor da construção civil, direto no seu e-mail

Tendências, tecnologia e gestão de obras em uma leitura rápida. Assine gratuitamente e fique por dentro.
Ao se inscrever, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade.

Continue lendo: